
Eu estava em um aplicativo de relacionamento, mas não em busca de romance. Meu objetivo era simples: fazer amizade, conversar, conhecer pessoas novas. Foi nesse contexto que conheci uma mulher que se apresentou como autista e, desde o início, demonstrou muita insistência em me encontrar pessoalmente.
Mesmo achando estranho o ritmo acelerado, acabei aceitando o encontro.
Quando nos encontramos, a situação foi muito diferente do que eu esperava. Ela demonstrava total descuido com a higiene pessoal, o que já me deixou extremamente desconfortável. Fomos a um restaurante e, ao final, ela afirmou que não tinha dinheiro para ajudar a pagar o que havia consumido, deixando toda a responsabilidade para mim.
Aquilo já tinha sido suficiente para me deixar constrangida, mas o pior ainda estava por vir.
Após o encontro, ela passou a fazer propostas absurdas, tentando transformar o contato em uma troca de favores envolvendo dinheiro, contas pessoais dela e exigências que ultrapassavam completamente qualquer limite de respeito. Tudo foi colocado como se fosse algo “normal”, mas para mim foi chocante, invasivo e perturbador.
Naquele momento, senti nojo, medo e revolta. Percebi que não se tratava de amizade, muito menos de afeto, mas de uma tentativa clara de manipulação emocional e financeira.
Cortei o contato imediatamente.
Essa experiência me ensinou uma lição importante: não é falta de empatia se afastar de quem ultrapassa seus limites. Respeito, higiene, responsabilidade e consentimento começam no básico. Ninguém é obrigado a aceitar situações que causam repulsa, desconforto ou medo — independentemente da história que o outro conte.
Hoje, vejo esse episódio como um alerta para quem usa aplicativos: nem toda insistência é interesse verdadeiro, e nem toda vítima é quem parece ser.


